Claudio

Willer

poeta, ensaísta e tradutor,

ligado à criação literária rebelde,

ao surrealismo e à geração beat.

Cursos

Inscrições abertas

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Informações gerais

Carga horária: 6h (3 encontros de 2h)

Segundas-feiras

De 15/03/2021 até 29/03/2021

Horário: das 20h às 22h

Ao vivo, via Zoom

 

R$150,00 à vista,

ou em até 10x pelo pagseguro

Envie seu comprovante de pagamento para o e-mail: 

willer.cursos@gmail.com

Em um curso de surrealismo em 2012, no Museu da Língua Portuguesa, após examinarmos o Peixe Solúvel de André Breton, sugeri aos participantes que percorressem o Jardim da Luz, em frente do Museu, e procurassem peixe solúvel. Alguns acharam – não o peixe, é claro, porém corporificações de imagens dessa obra. Em outra ocasião, em um curso na Unicamp em 1914, organizei uma visita guiada a uma exposição sobre Frida Kahlo e as conexões entre mulheres surrealistas no México, no Museu Tomie Ohtake; e fomos examinar a adjacente Barão Geraldo, em busca de surrealismo. Em 2014, após percorrer – por imagens – o Castelo das Maravilhas do Carteiro Cheval e paramos na Vila Itororó, sugeri que participantes achassem construções surrealistas em São Paulo – o poeta Gonçalves imediatamente achou uma, dessas pelas quais você passa sem reparar. 

Assunto não falta. Há tantas outras descobertas, que correspondem a ampliações da percepção. Na metrópole (“o verdadeiro rosto da metrópole é surrealista”, disse Walter Benjamin), na produção visual, na poesia (em primeira instância), na vida. Em nuvens, em paredes escalavradas. No cinema, sem dúvida.
 

O surrealismo nasceu em um hospício. Relatarei. E na descoberta de produções simbólicas como a da Melanésia, entre outros “primitivos”. Na ruptura dos cânones e convenções. Consolidou-se nas experiências do acaso objetivo. Na magia. Na deambulação ao acaso. Sabem o que aconteceu na esquina da Alameda Eduardo Prado e Avenida Rio Branco?

Relatarei descobertas e momentos marcantes do surrealismo. Adicionarei algo aos cursos já apresentados e a artigos já publicados. Com os recursos audiovisuais possibilitados pelo modo on line, percorreremos lugares e obras. Faremos novas descobertas. 

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Imaginação, acaso, maravilhoso, visões, o poético.

Percorrendo o Surrealismo

Sobre o curso

Andre Breton, por Man Ray

Andre Breton, por Man Ray.

Três vezes Piva

Inscrições encerradas

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Informações gerais

Carga horária: 6h (3 encontros de 2h)

Quintas-feiras

Dias 26/11, 03/12 e 10/12 

Horário: das 20h às 22h

Ao vivo, pelo Google Meets

 

R$150,00 (ou em até 18x pelo pagseguro)

Envie seu comprovante de pagamento, até o dia 24/11, para o e-mail: 

willer.cursos@gmail.com

Sobre o curso

Amigos por mais de 50 anos e cúmplices de uma criação poética marcada tanto pela Paulicéia Desvairada quanto pela comunhão com a natureza, Roberto Piva e Claudio Willer compartilharam uma visão de mundo influenciada pelas tradições mais rebeldes da poesia mundial. Em comum, a mesma reivindicação: a não separação entre poesia e vida, entre erudição e rua. 

 

Marginalizado por décadas por suas ousadias, dicção transgressiva e irreverente, Piva acabou tornando-se, dez anos após sua morte e 57 anos após a estreia em livro com Paranoia, um poeta de especial prestígio entre os que integraram sua geração – aquela dos “Novíssimos” da década de 1960. 

 

Nada mais oportuno do que o próprio Claudio Willer compartilhando o seu olhar sobre Piva, um dos mais singulares poetas brasileiros. Neste ciclo de três palestras, Willer pretende ir além do que já foi dito sobre o autor de Paranoia, além de tratar da extraordinária contribuição do artista plástico Wesley Duke Lee, que o ilustrou com fotografias de extremo valor artístico e documental.
 

Willer examinará os três volumes das obras reunidas pela Globo Livros, lançadas entre 2005 e 2008 – Um Estrangeiro na Legião, Mala na Mão & Asas Pretas, Estranhos Sinais de Saturno, além de publicações mais recentes, como o livro-reportagem biográfico “Os dentes da memória”, de Camila Hungria e Renata D’Elia, a coletânea de entrevistas “Encontros: Roberto Piva” lançadas pela Azougue Editorial, o volume “Antropofagias” e outros escritos, pela Editora Córrego/ Biblioteca Roberto Piva, e o ainda inédito “Corações de Hot-Dog”. 

Visões de Rimbaud:

um guia para leitura

Inscrições encerradas

Em breve, novas turmas

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Imagem de Matheus Chiaratti

Informações gerais

Carga horária: 6h (3 encontros de 2h)

Terças-feiras

De 20/10/2020 até 03/11/2020

Horário: das 20h às 22h

Ao vivo, pelo Google Meets

 

R$150,00 (em até 12x pelo pagseguro)

Envie seu comprovante de pagamento para o e-mail: 

willer.cursos@gmail.com

Terá sido Arthur Rimbaud o poeta do final do século 19 que exerceu maior influência na contemporaneidade? Por que? Sem deixar de lado sua biografia e sua lenda, Willer abordará a revolucionária poesia em prosa de “Uma Temporada no Inferno e “Iluminações”, além de toda a obra do poeta francês, e sua relação com os beats e com todos os aventureiros, os que saíram de casa depois que o leram, passando pelos místicos e adeptos da alquimia, os formalistas, os surrealistas e os experimentalistas. 

"Quando iremos afinal, além das praias e dos montes, saudar o nascimento do trabalho novo, da nova sabedoria, a fuga dos tiranos e demônios, o fim da superstição, para adorar – os primeiros! – o Natal na terra! O canto dos céus, a marcha dos povos!

"

- Rimbaud

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Oficina de poesia

Inscrições encerradas

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Informações gerais

Carga horária: 16h (8 encontros de 2h)

Quintas-feiras

De 20/08/2020 até 15/10/2020

Horário: das 20h às 22h

Ao vivo, pelo Google Meets

 

R$550,00

Em até 12 vezes pelo cartão.

Compre via PagSeguro

e envie seu comprovante para o e-mail:

willer.cursos@gmail.com

Sobre a oficina

A finalidade da oficina será estimular a criação literária, examinar sua relação com a leitura e expor metodologias e procedimentos. Interessará a poetas, e também a prosadores; a estudantes de Letras e áreas afins; a leitores em geral. Em todos os casos, será obtido um melhor relacionamento com o texto literário e com a própria linguagem.

Combinará procedimentos de duas modalidades de oficina: aquelas voltadas especificamente para a criação, e outras focalizando a leitura.

Conteúdo: 

 

A oficina terá dois blocos temáticos, que se alternarão; o primeiro, voltado para a formação, transmitindo conteúdos; o segundo, para a criação, com avaliação de textos dos participantes e exercícios de criação. Cobrirá os seguintes tópicos:

  • O valor: o que permite que um texto literário seja considerado “bom”?

  • A imagem poética;

  • Poesia e prosa; a poesia na prosa;

  • Modalidades de criação literária; “inspiração” versus “trabalho”;

  • Criação literária e leitura: a relação da criação original com a leitura de outras obras;

  • Leitura como expressão oral, em voz alta, e como interpretação, percepção de sentidos no texto;

  • A poesia e o poético; literatura e vida; poesia, linguagem e realidade.

 

 

Procedimento: 

Oficinas literárias são um trabalho coletivo. Seu coordenador não é neutro: intervém, avalia, sugere, recomenda leituras. Contudo, não deve impor seus valores e referencial poético. O primeiro bloco temático é mais expositivo; no segundo, textos dos participantes serão apresentados, examinados e avaliados, em um trabalho coletivo.

Observações gerais: 

Poderão ser propostos outros temas e exercícios. Serão recomendadas (e exigidas) leituras. Entre outras, O Arco e a Lira, de Octavio Paz, obra básica para tratar de valores poéticos e da criação poética.

Bibliografia:

APOLLINAIRE, Guillaume, Escritos de Apollinaire, tradução, seleção e notas de Paulo Hecker Filho, Porto Alegre, L&PM, 1984;

BARROS, Manoel, Poesia completa, São Paulo: Leya, 2010;

BATAILLE, Georges, A Literatura e o Mal, tradução de Suely Bastos, Porto Alegre, L&PM, 1989;

BAUDELAIRE, Charles, Charles Baudelaire, Poesia e Prosa, Ivo Barroso (Org.), diversos tradutores, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995;

BLAKE, William, William Blake, O Casamente do Céu e do Inferno e outros escritos, tradução e notas de Alberto Marsicano, Porto Alegre, L&PM, 2007;

BORGES, Jorge Luis, Ficções, tradução de Carlos Nejar, Porto Alegre, Globo, 1969;

BORGES, Jorge Luis, O Aleph, tradução de Flávio José Cardozo, São Paulo, 2001;Globo,

GINSBERG, Allen, Uivo e outros poemas, seleção, tradução, prefácio e notas de Claudio Willer, Porto Alegre: L&PM, 2010;

GUIMARÃES ROSA, João, Sagarana, Rio de Janeiro, Nova Fronteirs, 2001;

GUIMARÃES ROSA, João Guimarães Rosa – Correspondência com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri, Rio de Janeiro, Belo Horizonte: Nova Fronteira, UFMG, 2003.

GUIMARÃES ROSA, João Guimarães Rosa – Correspondência com seu tradutor alemão Curt Meyer-Clason (1958-1967). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, UFMG e ABL: 2003;

HELDER, Herberto, Magias, Lisboa: Assirio & Alvim, 1998;

HELDER, Herbeto, O corpo, o luxo e a obra, São Paulo, Iluminuras, 2000 (ou então Ou o poema circular, Girafa, São Paulo, 2005)

LAUTRÉAMONT, Os cantos de Maldoror, Poesias, Cartas (obra completa), tradução, prefácio e notas de Claudio Willer, São Paulo, Iluminuras, 2008 (terceira edição);

PAZ, Octavio, “Leitura e Contemplação”, em Convergências – Ensaios sobre arte e literatura, tradução de Moacyr Werneck de Castro, Rio de Janeiro, Rocco, 1991;

PAZ, Octavio, O arco e a lira, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht, São Paulo: Cosac Naify, 2012;

PAZ, Octavio, Os Filhos do Barro, tradução de Olga Savary, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984;

PAZ, Octavio, Signos em Rotação, tradução de Sebastião Uchoa Leite, São Paulo, Perspectiva, 1972;

PIVA, Roberto, Mala na mão & asas pretas, – obras reunidas, volume 2 Alcir Pécora, org, São Paulo: Globo, 2006;

PIVA, Roberto, Paranóia, fotografias de Wesley Duke Lee, São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2000;

PIVA, Roberto, Um Estrangeiro na Legião, – obras reunidas, volume 1 Alcir Pécora, org, São Paulo: Globo, 2005;

RIMBAUD, Arthur, Poesia Completa, organização e tradução de Ivo Barroso, Topbooks, Rio de Janeiro, 1994;

RIMBAUD, Arthur, Prosa Poética, organização e tradução de Ivo Barroso, Topbooks, Rio de Janeiro, 1998;

WILLER, Claudio, “A escrita automática e outras escritas” em Agulha, n. 54, emhttp://www.revista.agulha.nom.br/ag54willer.htm

WILLER, Claudio, “Octavio Paz e a literatura comparada”. In: Martins, Vima Lia. (Org.). Diálogos Críticos: literatura e sociedade nos países de língua portuguesa. 1 ed. São Paulo: Editora Arte e Ciência, 2005, v. 1, p. 11-26; ou então, a edição on line, “Os prazeres do comparatismo, II: Octavio Paz e a literatura comparada”, em Agulha, n. 55, em http://www.revista.agulha.nom.br/ag55willer.htm;

WILLER, Claudio, Estranhas Experiências e outros poemas. 1. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2004;

WILLER, Claudio, Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia moderna. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010

“Uma oficina literária é sempre uma aposta: o participante se coloca corajosamente na posição de quem escreve. Uma oficina conduzida por Claudio Willer está à altura das grandes apostas: Willer fala de literatura como poeta que é, não se detém em amenidades e opera com as forças da melhor e menos óbvia poesia. Ao fazer uma oficina com Claudio Willer, tenha uma certeza: coisas acontecerão.”  

Wilson Alves-Bezerra

Depoimentos

"Fiz a primeira oficina literária com Claudio Willer em 2011. Seguiram-se a essa tantas outras. Seu modo de ler e pensar poesia teve a potência de um reator atômico em minha cabeça, dada sua particularidade e riqueza. Não tenho dúvidas de que esse encontro com Willer mudou completamente meu modo de pensar e criar poesia. Sempre que posso, o ouço - um parque de diversões na mente!” 

Diogo Cardoso

“Willer, suas oficinas fazem renascer a criação poética. Incentivam leituras. Despertam ideias para novos livros. Trazem as palavras certas para os poemas. Seu método de trabalho é muito importante para os novos escritores. Prossiga, sempre com nosso apoio.”

Golçalves

Para mais informações: